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domingo, 15 de maio de 2011
Sonhar
Sonhar é transportar-se em asas de ouro e aço
Aos páramos azuis da luz e da harmonia;
É ambicionar o céu; é dominar o espaço,
Num vôo poderoso e audaz da fantasia.
Fugir ao mundo vil, tão vil que, sem cansaço,
Engana, e menospreza, e zomba, e calunia;
Encastelar-se, enfim, no deslumbrante paço
De um sonho puro e bom, de paz e de alegria.
É ver no lago um mar, nas nuvens um castelo,
Na luz de um pirilampo um sol pequeno e belo;
É alçar, constantemente, o olhar ao céu profundo.
Sonhar é ter um grande ideal na inglória lida:
Tão grande que não cabe inteiro nesta vida,
Tão puro que não vive em plagas deste mundo.
Aos páramos azuis da luz e da harmonia;
É ambicionar o céu; é dominar o espaço,
Num vôo poderoso e audaz da fantasia.
Fugir ao mundo vil, tão vil que, sem cansaço,
Engana, e menospreza, e zomba, e calunia;
Encastelar-se, enfim, no deslumbrante paço
De um sonho puro e bom, de paz e de alegria.
É ver no lago um mar, nas nuvens um castelo,
Na luz de um pirilampo um sol pequeno e belo;
É alçar, constantemente, o olhar ao céu profundo.
Sonhar é ter um grande ideal na inglória lida:
Tão grande que não cabe inteiro nesta vida,
Tão puro que não vive em plagas deste mundo.
Helena Kolody
Eu sei, mas não devia
Marina Colasanti
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma. (1972)
O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.
© Projeto Releituras Arnaldo Nogueira Jr
terça-feira, 26 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Em Prece
Senhor: como ouvirei
o que falas dentro de mim,
se minh’alma inquieta
está sempre fazendo
um barulho infernal ?
Como sentirei a doçura
do afeto com que me afagas
se o recebo entre os delírios
da ilusão que me domina?
Tu estás junto a mim sempre
tentando, a todo instante,
na constância do amor
envolver-me suavemente.
Eu, porém, filho ingrato,
absorto nos ruídos do mundo,
escondo-me de ti, sempre,
não te percebendo
a terna presença,
causa única
da felicidade sem fim.
Lindolfo Pena Pereira
(É com grande honra e felicidade que recebi este presente do meu estimado e querido amigo Dr. Lindolfo, que é minha referência espiritual e meu exemplo de pessoa digna)
(É com grande honra e felicidade que recebi este presente do meu estimado e querido amigo Dr. Lindolfo, que é minha referência espiritual e meu exemplo de pessoa digna)
A palavra alteridade significa se colocar no lugar do outro na relação interpessoal, com consideração, valorização, identificação e diálogo.
A prática da alteridade se conecta aos relacionamentos tanto entre indivíduos como entre grupos culturais religiosos, científicos, étnicos, etc.
Na relação alteritária, está sempre presente os fenômenos holísticos da complementaridade e da interdependência, no modo de pensar, de sentir e de agir, onde o nicho ecológico, as experiências particulares são preservadas e consideradas, sem que haja a preocupação com a sobreposição, assimilação ou destruição destas.
“Ou aprendemos a viver como irmãos, ou vamos morrer juntos como idiotas”(Martin Luther King).
A prática da alteridade conduz da diferença à soma nas relações interpessoais entre os seres humanos revestidos de cidadania.
Pela relação alteritária é possível exercer a cidadania e estabelecer uma relação pacífica e construtiva com os diferentes, na medida em que se identifique, entenda e aprenda com o contrário.
A prática da alteridade se conecta aos relacionamentos tanto entre indivíduos como entre grupos culturais religiosos, científicos, étnicos, etc.
Na relação alteritária, está sempre presente os fenômenos holísticos da complementaridade e da interdependência, no modo de pensar, de sentir e de agir, onde o nicho ecológico, as experiências particulares são preservadas e consideradas, sem que haja a preocupação com a sobreposição, assimilação ou destruição destas.
“Ou aprendemos a viver como irmãos, ou vamos morrer juntos como idiotas”(Martin Luther King).
A prática da alteridade conduz da diferença à soma nas relações interpessoais entre os seres humanos revestidos de cidadania.
Pela relação alteritária é possível exercer a cidadania e estabelecer uma relação pacífica e construtiva com os diferentes, na medida em que se identifique, entenda e aprenda com o contrário.
Alteridade: Conviver com as diferenças!
quarta-feira, 13 de abril de 2011
FLASH MOB
O Flash mob definitivamente está na moda, para quem ainda não sabe ou conhece do que se trata, Flash mob são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersaram tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social.
segunda-feira, 21 de março de 2011
"Os homens podem dividir-se em dois grupos: os que seguem em frente e fazem alguma coisa e os que vão atrás a criticar." (Sêneca)
Há dias em que me sinto um pouco desanimada com a capacidade da criatura humana. Como as pessoas se comprazem em criticar e blasfemar contra aqueles que tentam fazer algo para melhorar a sociedade, o município, a cultura, a família ... críticas são bem-vindas quando acrescentam algo em favor de uma causa ou situação e não quando difamam e arruinam uma ideologia. A sensação de frustração me invade quando vejo pessoas com "mentes pequenas" se posicionando sem conhecimento de causa e com uma capacidade incrível de desmerecer o seu próximo. Não seria mais fácil unirmos forças por um mundo melhor? Nos ajudando mutuamente com a simples finalidade de sermos mais felizes? De minimizarmos os sofrimentos do nosso dia a dia?
Triste realidade essa... em que o amador malogrado precisa julgar os outros para sentir-se um pouco melhor com a própria incapacidade!
"Se dedicamos nosso tempo em criticar nossos semelhantes, não teremos tempo para amá-lo."
domingo, 20 de março de 2011
Nativos da Venezuela, os sapos de vidro pertencem à família de anfíbios Centrolenidae (ordem Anura).
Embora a coloração de fundo seja verde limão, a pele do abdome de alguns membros desta família é transparente, de modo que o coração, fígado e aparelho digestivo são visíveis através da pele translúcida.
(Foto de Heidi e Hans Jurgen Koch)
sábado, 19 de março de 2011
CISNE NEGRO
Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis, Winona Ryder, Vincent Cassel, Barbara Hershey, Benjamin Millepied.
Direção: Darren AronofskyGênero: Suspense
Duração: 108 m
Sinopse: 'Cisne Negro' é um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpreta por Mila Kunis. Dirigido por Darren Aronofsky (O Lutador, Fonte da Vida), Cisne Negro faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
FLORBELA ESPANCA
Dada a singularidade do seu temperamento, aliada à rejeição que isso motivava da parte da sociedade, e, sobretudo, em virtude das relações amorosas que nunca a satisfazem e lhe trazem sucessivas desilusões, surge em Florbela uma pretensão evasiva. Aparece, nos seus versos, a ideia de fuga, manifestada, principalmente, em «Trocando Olhares», e que tanto se poderá ligar à sua ambição de infinito, como ao desejo de morrer que a levará ao suicídio. Essa pretensão torna-se particularmente evidente, se atendermos à temática do sonho a que Florbela repetidamente regressa: ao sonho de um lugar sem mágoas, nem solidão, onde as desilusões não a possam atingir. É ela a «Maria das Quimeras», que acorda sempre dos seus sonhos de amor, mas espera, ainda assim, que essas quimeras impossíveis se renovem.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Fernando Pessoa
Onde você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.
Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.
Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...
Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.
Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.
E que é inútil querer apressar o passo do outro,
a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.
"Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura."
Onde você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.
Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.
Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...
Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.
Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.
E que é inútil querer apressar o passo do outro,
a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.
"Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura."
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
CAIXA DE PANDORA
É um mito grego que narra a chegada da primeira mulher à Terra e, com ela, a origem de todas as tragédias humanas. Essa história chegou até nós por meio da obra Os Trabalhos e os Dias, do poeta grego Hesíodo, que viveu no século VIII a.C., diz a historiadora Maria Luiza Corassin, da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com a obra, o titã Prometeu presenteou os homens com o fogo para que dominassem a natureza. Zeus, o chefão dos deuses do Olimpo, que havia proibido a entrega desse dom à humanidade, arquitetou sua vingança criando Pandora, a primeira mulher. Antes de enviá-la à Terra, entregou-lhe uma caixa, recomendando que ela jamais fosse aberta. Dentro dela, os deuses haviam colocado um arsenal de desgraças para o homem, como a discórdia, a guerra e todas as doenças do corpo e da mente mais um único dom: a esperança.
Vencida pela curiosidade, Pandora acabou abrindo a caixa, liberando todos os males no mundo mas a fechou antes que a esperança pudesse sair. Essa metáfora foi a maneira encontrada pelos gregos para representar, num enredo de fácil compreensão, conceitos relacionados à natureza feminina, como a beleza, a sensualidade e o poder de dissimulação e de destruição, diz Fernando Segolin, professor de Literatura da Pontifícia Universidade Católica (PUC), de São Paulo. - Álvaro de Campos, 7-11-1933
- MAGNIFICAT
Quando é que passará esta noite interna, o universo,
E eu, a minha alma, terei o meu dia?
Quando é que despertarei de estar acordado?
Não sei. O sol brilha alto,
Impossível de fitar.
As estrelas pestanejam frio,
Impossíveis de contar.
O coração pulsa alheio,
Impossível de escutar.
Quando é que passará este drama sem teatro,
Ou este teatro sem drama,
E recolherei a casa?
Onde? Como? Quando?
Gato que me fitas com olhos de vida, que tens lá no fundo?
É esse! É esse!
Esse mandará como Josué parar o sol e eu acordarei;
E então será dia.
Sorri, dormindo, minha alma!
Sorri, minha alma, será dia!
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
Polícia Militar reprime manifestantes em ato contra aumento das passagens
Por Paula Salati
O ato, organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL), começou a reunir manifestantes por volta das 17h em frente ao Teatro Municipal e tinha o objetivo de “barrar o aumento da tarifa de ônibus, que traz consigo um aumento da exclusão no sistema de transporte público”, relata o militante do MPL, Leonardo Cordeiro.
A passeata reuniu cerca de 1.000 pessoas, entre os quais estavam presentes estudantes, trabalhadores e integrantes de movimentos sociais. Leonardo conta que o ato começou pacificamente e que as palavras de ordem eram aplaudidas por comerciantes durante o trajeto. Foi na Avenida Ipiranga, perto da Praça da República, que se iniciou o conflito entre policiais e manifestantes sob o argumento militar de que era inadmissível a interdição da via.
“Devido ao tamanho do protesto, era impossível não interditar a via (...) continuamos o nosso trajeto, mas assistimos um conflito isolado entre um manifestante e policiais transformar-se em pretexto para o início de agressiva repressão policial, majoritariamente pela Força Tática”, diz Leonardo.
Durante o protesto, uma pessoa foi detida, porém viaturas da polícia militar rondaram o centro da cidade prendendo manifestantes que andavam em pequenos grupos ou que tentavam rearticular a passeata. Nessa operação, 30 foram presas e soltas na madrugada do dia 14.
A polícia militar utilizou contra os manifestantes armas como bombas de gás lacrimogênio e de efeito-moral, cassetetes, balas de borracha e sprays de pimenta, estes últimos letais em pessoas com problemas respiratórios, problemas cardíacos e mulheres grávidas, que também estavam presentes no protesto.
Mais do que protestar contra o aumento da passagem, o MPL é um movimento que se coloca como defensor de um transporte efetivamente público e gratuito, que possa ser gerido de forma democrática, “com participação dos usuários e dos trabalhadores do setor. Somente assim poderá haver um salto na qualidade e na organização do sistema de transporte público”, afirma Leonardo.
O aumento da tarifa foi anunciado pelo prefeito Gilberto Kassab no final do ano passado, com uma alta de 11,11% - representando o dobro da inflação acumulada de 2010, que ficou em 6,4%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). O preço da passagem, passado de R$ 2,70 para R$ 3,00, representa mais exclusão da maioria da população que depende do transporte público para se locomover. Segundo notícia publicada no dia 12/01 no site do jornal Brasil de Fato, além da capital de São Paulo, mais regiões do país aumentaram a tarifa dos ônibus municipais, como São Caetano (SP), Diadema (SP), Guarulhos (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), João Pessoa (PB), Santo André (SP), Vitória (ES), Joinville (SC), Ijuí (RS) e Recife (PE).
Fonte: Revista Caros Amigos
Menos demagogia para alcançar as causas do desastre
Envolverde 14 de janeiro de 2011 às 10:54h Por Aspásia Camargo*O pesadelo retorna, e redobrado, com as chuvas de verão. Sempre as mesmas desgraças. E tratadas com a mesma negligência. Em geral, existe um grande interesse pelas vítimas e suas perdas e nenhuma atenção às causas de tais calamidades. Mas agora parece que a opinião pública acordou de seu longo torpor e começa a se interessar por uma solução mais racional e adequada. Vamos ter que levar a sério o aumento de frequência e intensificação das chuvas, provocado pelas mudanças climáticas.
As recomendações da Conferência das Partes da ONU são claras: aplicar o princípio da “mitigação” para eliminar as causas do aquecimento global; e o da “adaptação” para fortalecer a proteção física das áreas vulneráveis, já identificadas pelo meteorologista Carlos Nobre. Tese de mestrado defendida na UFF pela médica bombeira Edna Maria de Queiroz revela que 60% das catástrofes naturais são de origem hídrica – enchentes e deslizamentos -, mas até agora nada fizemos para planejar ações de controle e prevenção nas bacias hidrográficas, evitando o assoreamento e protegendo as matas ciliares dos rios.
A urbe se expandiu aprisionando e desprezando a natureza – precisamos nos reconciliar com ela. As cidades sustentáveis são hoje parte de uma nova agenda civilizatória, exigindo mais segurança, melhor circulação, menos desperdício e mais qualidade de vida. A impermeabilização do solo tem efeitos nefastos que podem ser mitigados com a multiplicação das áreas verdes e garantia de vegetação nas encostas.
O paralelepípedo em vez do asfalto nas ruas e as pedras portuguesas na calçada são medidas que permitem melhor escoar a água, sem dispensar a manutenção de uma rede de águas pluviais e bueiros limpos que impeçam a formação de rios urbanos – como o que vimos correr a 100 km por hora em Franco da Rocha (SP). Moacyr Duarte, da Coppe, sugere certificados de habitabilidade para evitar ocupações em áreas impróprias. Afinal, não é apenas a construção que molesta o ecossistema, diz ele, mas o ecossistema que ataca as construções que o molestam.
Quanto à adaptação, é importante saber que 80% das perdas materiais e humanas acontecem nos três primeiros dias do desastre, momento em que o poder público, desprevenido, está desarticulado e impotente. De fato, inexistem planos de contingência e gerenciamento de crises. Além do mais, a articulação federativa é precária e demagógica. O que precisamos agora é de educação ambiental para nossos governantes, menos improvisação e populismo e mais vigilância da cidadania.
A lei que reduz as emissões de gases de efeito estufa do município em 20% até 2020 é um bom começo.
*Aspásia Camargo é deputada estadual e autora da Lei de Mudanças Climáticas do município do Rio de Janeiro .
Publicada originalmente no site da Envolverde
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor.
Wolfgang Amadeus Mozart
Wolfgang Amadeus Mozart
- Mozart tinha aproximadamente 1,53 de altura
- Sua orelha esquerda era visivelmente deformada (concha da orelha), sem a parte do lóbulo.
- Seu nariz era avantajado
- Sua pele era pálida
- Era franzino durante a juventude.
- Mozart conheceu Beethoven 1787, quando esse tinha 16, e disse para as pessoas prestarem atenção nesse menino, pois um dia ele seria muito conhecido.
- Não é verdade que Antonio Salieri foi responsável pela morte de Mozart. Salieri invejava o compositor abertamente, porém não foi o culpado de sua morte.
- Saleiri foi responsável pela educação musical de vários compositores e músicos famosos, entre eles podemos destacar: Beethoven, Carl Czerny, Hummel, Liszt, Meyerbeer, Moscheles, Schubert, Süssmayr, e o filho mais novo de Mozart, Frans Xaver.
Mozart era considerado por muitas pessoas como:
- Risonho, muitas vezes seu comportamento era de uma pessoa tola. Profano, falava auto e ria como uma hiena. Sua personalidade era desagradável e na maioria das vezes as pessoas desgostavam de sua companhia.
- Seu caráter era complexo. Diziam que seus hábitos eram incontroláveis e inaceitáveis. Ele também tinha uma grande fama de ser inadequado e por onde passava causava problemas e caos.
- O meu detalhe favorito sobre a infância de Mozart é que quando criança ele conheceu Maria Antonieta, durante sua série de concertos para a família real em Viena (a mesma serie de concertos em que ele se sentou no colo da Imperatriz e lhe deu um beijo). Quando a Imperatriz perguntou o que ele queria de recompensa após e seu magnífico desempenho, ele disse a ela que apenas queria a mão de sua filha (Maria Antonieta) em casamento. Dizem que a Imperatriz ficou impressionada e delicadamente explicou a Mozart que sua filha não poderia se casar com um músico, ela teria que se casar com uma pessoa de sangue nobre. (De fato Maria Antonieta casou-se com Luis XVI aos 14 anos de idade, e alguns anos após, durante a Revolução Francesa, ela foi decapitada).
A resposta a uma questão que perturba a humanidade há anos, "quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?", pode ter sido descoberta por um estudo feito com a casca de ovo. A descoberta foi publicada no "Structural Control of Crystal Nuclei by Eggshell Protein" (a tradução seria controle estrutural de núcleo de cristais na proteína da casca do ovo) e mostra que a ave teria surgido antes.
Segundo a pesquisa, a casca do ovo é formada por uma substância que só é encontrada no ovário dos galinhas. A proteína ovocledidin-17 (OC-17), que atua como um catalisador para acelerar o desenvolvimento da casca. O que possibilita um abrigo para a gema e para o filhote com a estrutura rígida.
Segundo a pesquisa, a casca do ovo é formada por uma substância que só é encontrada no ovário dos galinhas. A proteína ovocledidin-17 (OC-17), que atua como um catalisador para acelerar o desenvolvimento da casca. O que possibilita um abrigo para a gema e para o filhote com a estrutura rígida.
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