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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012


O Fim

Tentando arrancar a dor...dilacerar a amargura... engolir a tristeza...
Repensar a vida... projetar os sonhos...
Frustração que invade a alma e corrói as entranhas...
A realidade do tormento me domina em uma sucessão de espasmos...
Busco ruidosamente o ar... onde estás?
Fugistes também? Me abandonastes ...
Sensação de cair em um abismo...sem fim...leve... 
E adormecer... esquecer... 
Enfim...livre...



Recolhi meus sonhos, lembranças, dores e amores
empacotei e lacrei... desertei... hibernarei...
Na ânsia do querer, me abstive de sentir, de possuir...

Uma vã tentativa de recomeçar!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012


Cheia de luz!

E o mais bonito foi quando ela descobriu, que podia ouvir e entender estrelas.
Só quem ama pode!

____________ Caio Fernando Abreu 

 (Minha doce, terna, linda e amada... Natália ♥)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011


Choro rios de tristeza pelo que está se tornando nosso planeta...
Meu coração sangra pela dor da mãe terra...
Minha vontade é insana perante a realidade...
Antevejo o fim inevitável...
De tristeza e degradação ao nosso ecossistema!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011


Preciso de brisa...
Preciso de fluidos...
Preciso de penas...
Preciso de leveza...

Preciso urgentemente de coisas mansas...


sexta-feira, 3 de junho de 2011


O avesso da minh'alma

Alardeia-se diante da minha impotência...
Minha vontade imensa em destruir o óbvio
faz-me vítima da minha própria imperfeição...
nos abalos das profundezas
encontro forças para continuar...
nas noites escuras busco meu sonhar
onde lembranças  são traduzidas
em grandes nostalgias...
cercadas de sofrimento e tristeza
aspergindo alegria e contentamento
em vivência contínua de um passado
que insiste em ressurgir...
ainda latente e doído...
mas transformou-me em força e coragem.
A figura dilacerada de hoje
afirma que o tempo passa
que os medos mudam,
que as dores se transformam...
mas, acima de tudo, aviltantemente,
me pertencem... me guiam... 
e a alegria neste meu avesso
é o resultado do que sou hoje...
Implacável... impecável... 
Mas o meu respeito...minha compaixão
e meu perdão...prevaleceram!!

segunda-feira, 21 de março de 2011

"Os homens podem dividir-se em dois grupos: os que seguem em frente e fazem alguma coisa e os que vão atrás a criticar." (Sêneca)

Há dias em que me sinto um pouco desanimada com a capacidade da criatura humana. Como as pessoas se comprazem em criticar e blasfemar contra aqueles que tentam fazer algo para melhorar a sociedade, o município, a cultura, a família ... críticas são bem-vindas quando acrescentam algo em favor de uma causa ou situação e não quando difamam e arruinam uma ideologia. A sensação de frustração me invade quando vejo pessoas com "mentes pequenas" se posicionando sem conhecimento de causa e com uma capacidade incrível de desmerecer o seu próximo. Não seria mais fácil unirmos forças por um mundo melhor? Nos ajudando mutuamente com a simples finalidade de sermos mais felizes? De minimizarmos os sofrimentos do nosso dia a dia?
Triste realidade essa... em que  o amador malogrado precisa julgar os outros para  sentir-se um pouco melhor com a própria incapacidade!


"Se dedicamos nosso tempo em criticar nossos semelhantes, não teremos tempo para amá-lo."
 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010


O DIGNO SER

                  O trabalho em sua ampla diversidade conduz a humanidade a um futuro onde a intelectualidade e a moral se traduzem em progresso. O homem como ser existencial necessita essencialmente do seu potencial de subsistência, da ética social e da valorização do ego onde são manifestados os incentivos para a busca de uma vida digna.
                  As conquistas já obtidas pelos trabalhadores, aliadas ao progresso tecnológico e aos valores morais possibilitam a criação de uma sociedade em que os princípios do esforço individual e coletivo nos remete a um futuro em que imperará a confiança, o caráter, a sustentabilidade e o progresso.
                  Apesar da violência massacrante, da lentidão judiciária, da corrupção revoltante e das diferenças sociais, o homem busca, extraindo do seu íntimo sentimento de esperança a força necessária para reagir à toda adversidade e à vulnerabilidade social.
                  A construção do futuro, depende principalmente dos valores morais advindos da boa educação ao incentivo e reconhecimento social aos seus desempenhos, ao direito à liberdade e ao esforço digno onde o trabalho traduz todo esse conjunto de fatores em ação permanente dos conceitos da realização pessoal.




quinta-feira, 12 de agosto de 2010


Passar do tempo

Que a benevolência do tempo
venha e dilacere o meu orgulho
deixando a calmaria da escuridão
apagar os vestígios da punição que 
minhas escolhas me impõem;
Sordidamente assumindo o comando
da imaginação e em um cuidado
exaustivo me preparo para a crueldade
do passar e a minha impotência em
ter que aceitar;
A sequência de erros e a expressão
do acaso em um profundo desejo
da inconsciência que em vários
momentos me domina;
O desabafo do ego e a fascinação 
dos sentidos, em aguçado senso
de preservação, o qual me priva
dos desatinos e do ensurdecedor
gritar da minha eterna rebeldia.

terça-feira, 27 de julho de 2010


ANJO

Preciso de você...

Com toda a minha força
Com todo o meu desejo
Com toda a minha alma

Nos meus dias
Nos meus sonhos
Nos meus pensamentos

Diante da minha incapacidade
Em torno da minha impotência
E na inevitável distância

Na vontade do toque
Na espera do beijo
Na expectativa do cheiro

Mas na certeza do encontro
Na sensibilidade da melodia
Nas profundezas do meu espírito...

domingo, 18 de julho de 2010

!

PSEUDO VALORES


A hipocrisia impera!
A omissão domina!
A mentira garante!

Horrores da sociedade
em uma sequência de desvalores...,
Caráteres maculados pela inconstância
de atitudes e falta de princípios
de dolorosa significância...
Lágrimas ante às ruínas mercenárias
com profundas cicatrizes abortivas
de honestidade e honradez...
Hierarquia cruel e subjugadora
que no tardar será dizimada
no gentil regaço do inevitável destino.

terça-feira, 6 de julho de 2010


 Delícias da Vida

Bebês alegram o mundo da gente,
Por mais que se negue querer...
A bênção do esquecimento...
A irrealidade do tormento...

quarta-feira, 16 de junho de 2010


Onde encontrar

Procuro a melodia,
a nota que se perdeu...
Onde estará?
No estrondo, no olhar,
no sorriso, no grito...
Talvez na gentileza, no cuidado,
na intimidade...
Escondida no vácuo, no pranto...
Nas velas, cores, dores...
Procuro ainda na distância, nas águas, nas ruas...
Talvez eu a encontre na angústia, no remorso, 
nas lembranças...
Onde? Quando?
Como terminarei minha melodia da vida?
No derradeiro leito? Na imobilidade da morte?
Na imortalidade da alma? Ou na aceitação da vida?
Encontrarei... aí sim tudo fará sentido...
Então tocarei... e chorarei!!

quinta-feira, 10 de junho de 2010



Família

Vocês são minha luz,
minha missão, meu trunfo, meu porto
Volto sempre prá vocês
na infinidade do meu amor
na amplitude do meu apego
nas minhas entranhas e no meu padecer
Pedaços de mim que perduram, que fluem,
que geram...
Que cuido, protejo e liberto
Amor que sofre, omite, permite,
insiste, doa.
Vivo por, com, em
minha razão, minha existência,
minha carne...
Doce sofrer em uma abnegada dor 
de uma cruel felicidade, com profunda saudade 
e um inegável amor!

segunda-feira, 24 de maio de 2010


Incapacidade

Na insignificância do meu ser, exalto os vestígios seculares em que baseio minha modesta existência...
Procuro os embalos dos sonhos, encarando os meus demônios entre as farpas do esquecimento...
Busco a superação da angústia nos braços da esperança, lutando contra a ensurdecedora certeza da loucura...
Minha mente esvoaça à distância na incapacidade cruel em que as limitações da força me propiciam uma resignação da alma...
Em um esforço supremo para enfrentar  os perigos e golpear o pranto...
Pranto repentino que arruína a máscara de indiferença e pune o orgulho bárbaro e incapaz...
Reminiscências ficam dessas decisões dolorosas e valorosas em um universo onde o sofrimento aplaude a dor e exalta a escuridão!

domingo, 23 de maio de 2010


Realidade

A existência da angústia
sufoca a alegria do viver
e pune o coração

Avança na intimidade da dor
e produz a ira gigantesca
que corrói a alma

O peso da incerteza 
e o clamor do remorso se reúnem
em  acordes imperfeitos e conduzem à queda

O erguer é árduo, dorido, mas inevitável
O Ser continua a vencer
tomba, verga, cai

Na escuridão inspira a esperança
e o esquecimento
alcança a borda e se ergue para a luta
combate, abate, recua
vence, desmorona e volta a lutar.

terça-feira, 18 de maio de 2010


Súplica

Aos gritos choro
os desvarios da iniquidade
o dilacerar da alma...

 No escrutínio do Ser
a deformidade da moral
na entrega vital...

Da escuridão do tempo
na urgência do verbo
à fúria da dor!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

 

Você existe

 No âmago da minha alma
na palidez da minha face
na verdade do meu ser
entre um riso e uma saudade
entre um ato e um hiato
entre a força e a coragem

Você existe

Em quantos anos restarem
em quantas trevas existirem
em quantas dores tramarem

Você existe

No florescer do dia
no acalmar de um desespero
no acalentar de uma tristeza

Existe, vive, convive
Crê, importa, existe
Vem, contém e continua existindo!



segunda-feira, 10 de maio de 2010

Superação

Ela é a devoção incomensurável do ser em uma existência no sofrer!

Criatura sublimada do belo ao se posicionar como guardiã... buscando acertos sem garantias nas sombrias noites, vigilante, com um propósito latente e árduas lutas... Sofrimento abrandado pela musicalidade onde se torna o refúgio necessário... Uma resignada capacidade em suportar as dores do porvir, onde o milagre se revela em cada sorriso, em cada superação... a eterna solicitude e elevação! Onde busco o oásis das minhas agitadas emanações... onde o meu amor se estabelece e traduz em um lampejo de lucidez, a enorme dedicação e abnegação desta Diva, que acorrentada pelos laços do amor, se fortalece com as agruras da vida, em uma fé inabalável na grandeza superior, onde a fonte inesgotável de doçura e harmonia se reflete em seu peito, em seu sorriso, em sua alma...!

(À minha amada mãe, meu exemplo e força)

Incógnitas

Singelezas reclusas, sob o verniz inóspito
acautelado pelas emoções disformes...
Nos teus braços procuro, entrego, encontro...
Ouço, digo, peço, proclamo
inquietude e languidez efêmeros
nauseantes de saudade e convicções vacilantes...
Desbravo, encontro, protejo...
Aceito, cuido e desisto
Dou a felicidade almejada na entrega do acaso
e na certeza do nunca...
Quero e não posso
Ouço e não digo
Me calo enternecida na incógnita separação
de uma realidade impossível...
Sedução irreparável e pacificadora
em infinita confiança e placidez!!